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Estudos apontam Senepol para o setor leiteiro ou de corte

PUBLICADO EM 21 de maio de 2013 Voltar
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O senepol se sobressai ao zebu em diversas características desde a desmama até o abate do animal. Enquanto o senepol é desmamado pesando entre 280 e 300 kg, o Zebu pesa até 180 quilos nesse período. Além disso, o senepol começa a pastar aos 2 meses e o Zebu espera o quarto mês para começar a ruminar.

Um touro adulto Senepol cobre entre 50 e 60 vacas a campo, enquanto um Zebu cobre entre 25 e 30 vacas. Outro diferencial é a vida útil do reprodutor: senepol cobre a campo por até dez anos e zebu por até 4 anos.

Um reprodutor senepol é vendido por até mais que o dobro que um zebu, mas, na comparação de custo-benefício quanto à reprodução os dois são semelhantes. O senepol é vendido entre R$ 8 mil e R$ 10 mil, que vai cobrir até 60 vacas, enquanto o zebu custa R$ 4 mil e cobre 30 vacas. Contudo, o resultado é maior, já que um bezerro de cruzamento senepol é quase 50% mais caro que um nelore: um cruzamento de senepol é comercializado por cerca de R$ 1 mil e um bezerro de cruzamento nelore custa até R$ 700.

Entretanto, o tempo para abate é reduzido pela metade. Enquanto o Zebu leva de 36 a 40 meses para ir para o frigorífico, o Senepol é abatido entre 18 e 20 meses, com o mesmo peso de um zebu de 36 a 40 meses. Quase dois anos de diferença na criação.

Os custos e espaço para manejo são os mesmos entre as duas raças. Porém, a lida com o senepol é mais fácil, já que o animal é mais dócil. “Com o senepol, não existe aquela luta entre gado e peão. Não precisa de laço nem de chicote ou cachorros. Pode-se chegar perto e passar a mão. Ele é muito dócil e obediente”, afirmou o proprietário da Fazenda Soledade, Ricardo Pereira Carneiro.

O senepol, além de ser um gado para corte, pode também ajudar o setor leiteiro. Segundo o proprietário da Fazenda Soledade, Ricardo Pereira Carneiro, existem estudos que apontam o senepol como eficiente como gado leiteiro.

“Tem algumas linhagem dele que produzem muito leite. Estudos feitos na Colômbia e no Panamá, que utilizam o senehol (senepol com holandês) tiveram um resultado muito interessante. Vamos ter uma eficiência no leite e na carne”, afirmou Carneiro.

 

FONTE: Correio de Uberlândia (por Daniela Nogueira)

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