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Cruzamento Industrial retoma seu caminho

PUBLICADO EM 23 de junho de 2008 Voltar
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A conjuntura mundial  para exportação de carne bovina requer cada vez mais, a profissionalização da cadeia produtiva de gado de corte. Evidencia-se, também, a necessidade dos criadores de terem produtos mais competitivos para garantir rentabilidade, principalmente, neste momento em que se constata maior consumo de carne bovina no mercado interno. Daí a importância de se buscar – ou melhorar – sistemas de produção que elevem os indíces de produtividade do rebanho, sem, entretanto, perder de vista aspectos como sanidade, segurança alimentar, além de outros ligados à qualidade intrinseca da carne, como suculência e maciez.

OUTRA APOSTA – “pêlo zero, docilidade, padronização, caráter mocho, grande tolerância ao calor, precocidade sexual, desmama mais pesada, alta conversão alimentar, menos suscetibilidade à infestação por ectoparasitas, excelente acabamento de carcaça” Todas essas características da raça Senepol foram citadas pelo pecuarista Ricardo Pereira Carneiro, da Agropecuária SENEPOL DA SOLEDADE (Uberlândia – MG), para justificar a aposta na raça. Ele é presidente da Associação Brasileira dos Criadores da Raça Senepol (ABCBS).

Segundo Carneiro, o Senepol tem 100% de sangue taurino e começou a ser formado por volta de 1800. O criador garante que o Brasil tem a melhor reserva mundial de genética do Senepol e destaca o potencial de crescimento da raça no mercado, por ser adequada aos criadores que fazem cruzamento industrial e querem usar matrizes F1. “O cruzamento do Nelore com o Senepol pode contribuir efetivamente com a maciez da carne do zebuíno”. Carneiro tem, ainda, uma fazenda em Santana do Araguaia, no Pará, onde abate animais de 24 meses, pesando 18 arrobas, criados a campo, com mineral.

 

 

Por: Márcia Dietrich | Revista Terra Viva – Edição julho 2008

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